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Questão de Alemão - UFPR 2012 - Lesen Sie den folgenden Text und kreuzen Sie dann die Alternative an

UFPR 2012 - Lesen Sie den folgenden Text und kreuzen Sie dann die Alternative an, die dem Inhalt des Textausschnittes entspricht. Der Tod meiner Tante Meine Tante starb, als ich vierzehn war. Sie hinterließ zwei gleichlautende Abschiedsbriefe: „Bitte, verzeiht mir!“ schrieb sie. „Ich kann nicht mehr weiter. Eure euch liebende Hedwig“. Der erste Brief war an meine Mutter gerichtet und trug als Nachsatz die Worte: “Ich kann nicht, kann nicht, kann nicht”. Der zweite war für ihren Sohn und hatte die fast unleserliche, im Schriftbild stark nach unten abfallende Beifügung: „Gott wird mir verzeihen“. 
(Schlesinger, Klaus, 1977) 
a) Die Tante starb schon als 14jähriges Mädchen. 
b) Die Tante war sehr krank, als sie starb. 
c) Die Tante des Erzählers hieß Hedwig. 
d) Die Tante konnte den Brief nicht fertig schreiben. 
e) Die Tante schrieb einen Brief an ihre Mutter und einen Brief an ihren Sohn.

RESPOSTA:
Letra C.

Questão de Português - ENEM LIBRAS 2017 - Yeda Pessoa de Castro] — Durante três séculos, a maior parte dos habitantes do Brasil falava línguas africanas

ENEM LIBRAS 2017 - Yeda Pessoa de Castro] — Durante três séculos, a maior parte dos habitantes do Brasil falava línguas africanas, sobretudo línguas angolanas, e as falas dessas regiões prevaleceram sobre o português. Antes se ignorava essa participação, se dizia que o português do Brasil ficou assim falado devido ao isolamento, à predominância cultural e literária do português de Portugal sobre os falantes negros africanos analfabetos. Eles realmente não sabiam ler ou escrever português, mas essas teorias eram baseadas em fatores extralinguísticos. Eu introduzi nessa discussão a prevalência e a participação dos falantes africanos, sobretudo das línguas níger-congo, que são cerca de 1 530 línguas. As mais faladas no Brasil foram as do Golfo do Benim e da região banto, sobretudo do Congo e de Angola. 
SCARRONE, M. Por que a participação da família africana (de línguas) é tão importante? Disponível em: www.revistadehistoria.com.br. Acesso em: 8 jun. 2015. 
A importância das pesquisas linguísticas sobre a constituição do português do Brasil fica evidenciada nesse texto, porque registra a 
a) importância de aspectos extralinguísticos na formação da língua. 
b) proximidade entre aspectos da língua portuguesa e de línguas africanas. 
c) participação dos falares africanos na formação do português brasileiro. 
d) predominância dos falantes africanos em território brasileiro. 
e) supremacia do português de Portugal sobre os falares africanos.

RESPOSTA:
Letra C.

Questão de Português - ENEM PPL 2014 - Miss Universo: "As pessoas racistas devem procurar ajuda"

ENEM PPL 2014 - Miss Universo: "As pessoas racistas devem procurar ajuda"

SÃO PAULO — Leila Lopes, de 25 anos, não é a primeira negra a receber a faixa de Miss Universo. A primazia coube a Janelle "Penny" Commissiong, de Trinidad e Tobago, vencedora do concurso em 1977. Depois dela vieram Chelsi Smith, dos Estados Unidos, em 1995; Wendy Fitzwilliam, também de Trinidad e Tobago, em 1998, e Mpule Kwelagobe, de Botswana, em 1999. Em 1986, a gaúcha Deise Nunes, que foi a primeira negra a se eleger Miss Brasil, ficou em sexto lugar na classificação geral. Ainda assim a estupidez humana faz com que, vez ou outra, surjam manifestações preconceituosas como a de um site brasileiro que, às vésperas da competição, e se valendo do anonimato de quem o criou, emitiu opiniões do tipo "Como alguém consegue achar uma preta bonita?"Após receber o título, a mulher mais linda do mundo — que tem o português como língua materna e também fala fluentemente o inglês — disse o que pensa de atitudes como essa e também sobre como sua conquista pode ajudar os necessitados de Angola e de outros países.
COSTA, D. Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 10 set. 2011 (adaptado).

O uso da expressão “ainda assim” presente nesse texto tem como finalidade
a) criticar o teor das informações fatuais até ali veiculadas. 
b) questionar a validade das ideias apresentadas anteriormente. 
c) comprovar a veracidade das informações expressas anteriormente. 
d) introduzir argumentos que reforçam o que foi dito anteriormente. 
e) enfatizar o contrassenso entre o que é dito antes e o que vem em seguida.

RESPOSTA:
Letra E.

No texto, é feita uma sequencia de fatos históricos que dialogam com a informação principal do corpo textual, como pode ser visto no trecho " Em 1986, a gaúcha Deise Nunes, que foi a primeira negra a se eleger Miss Brasil, ficou em sexto lugar na classificação geral. Ainda assim a estupidez humana faz com que, vez ou outra, surjam manifestações preconceituosas".

Questão de Português - ENEM 2010 - O presidente Lula assinou, em 29 de setembro de 2008, decreto sobre o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

ENEM 2010 -  O presidente Lula assinou, em 29 de setembro de 2008, decreto sobre o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. As novas regras afetam principalmente o uso dos acentos agudos e circunflexo, do trema e do hífen. Longe de um consenso, muita polêmica tem-se levantado em Macau e nos oito países de língua portuguesa: Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Comparando as diferentes opiniões sobre a validade de se estabelecer o acordo para fins de unificação, o argumento que, em grande parte, foge a essa discussão é 

a) "A academia (Brasileira de Letras) encara essa aprovação como um marco histórico. Inscreve-se, finalmente, a Língua Portuguesa no rol daquelas que conseguiram beneficiar-se há mais tempo da unificação de seu sistema de grafar, numa demonstração de consciência da política do idioma e de maturidade na defesa, difusão e ilustração da língua da Lusofonia.” SANDRONI, C. Presidente da ABL. Disponível em: http://www.academia.org.br. Acesso em: 10 nov. 2008. 
b) "Acordo Ortográfico? Não, obrigado. Sou contra. Visceralmente contra. Filosoficamente contra. Linguisticamente contra. Eu gosto do "c" do "actor" e o "p" de "cepticismo". Representam um patrimônio, uma pegada etimológica que faz parte de uma identidade cultural. A pluralidade é um valor que deve ser estudado e respeitado. Aceitar essa aberração significa apenas que a irmandade entre Portugal e Brasil continua a ser a irmandade do atraso. COUTINHO, J. P. Folha de São Paulo. Ilustrada. 28 set.2008, E1 (adaptado). 
c) "Há um conjunto de necessidades políticas e econômicas que visa a internacionalização do português como identidade e marca econômica". "É possível que o Fernando (Pessoa), como produtor de exportação, valha mais do que a PT (Portugal Telecom). Tem um valor econômico único." RIBEIRO, J. A. P. Ministro da Cultura de Portugal. Disponível em: http://ultimahora.publico.clix.pt. Acesso em: 10 nov. 2008. 
d) "É um acto cívico batermo-nos contra o Acordo Ortográfico." "O Acordo não leva a unidade nenhuma." "Não se pode aplicar na ordem interna um instrumento que não está aceito internacionalmente” e nem assegura “a defesa da língua como património, como prevê a Constituição nos artigos 9º e 68º.” MOURA, V. G. Escritor e eurodeputado. Disponível em: www.mundoportugues.org. Acesso em: 10 nov. 2008. 
e) “Se é para ter uma lusofonia, o conceito [unificação da língua] deve ser mais abrangente e temos de estar em paridade. Unidade não significa que temos que andar todos ao mesmo passo. Não é necessário que nos tornemos homogéneos. Até porque o que enriquece a língua portuguesa são as diversas literaturas e formas de utilização.” RODRIGUES, M. H. Presidente do Instituto Português do Oriente, sediado em Macau. Disponível em: http://taichungpou.blogspot.com. Acesso em: 10 nov. 2008 (adaptado).

RESPOSTA:
Letra C.

A alternativa C é a mais adequada para responder à questão, uma vez que ela, dentre as demais, não se refere ao Acordo Ortográfico, pois trata da internacionalização da língua portuguesa. 

Questão de Português - UNICAMP 2016 - É possível fazer educação de qualidade sem escola

UNICAMP 2016 - É possível fazer educação de qualidade sem escola

É possível fazer educação embaixo de um pé de manga? Não só é, como já acontece em 20 cidades brasileiras e em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.
Decepcionado com o processo de “ensinagem”, o antropólogo Tião Rocha pediu demissão do cargo de professor da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e criou em 1984 o CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento).
Curvelo, no Sertão mineiro, foi o laboratório da “escola” que abandonou mesa, cadeira, lousa e giz, fez das ruas a sala de aula e envolveu crianças e familiares na pedagogia da roda. “A roda é um lugar da ação e da reflexão, do ouvir e do aprender com o outro. Todos são educadores, porque estão preocupados com a aprendizagem. É uma construção coletiva”, explica.
O educador diz que a roda constrói consensos. “Porque todo processo eletivo é um processo de exclusão, e tudo que exclui não é educativo. Uma escola que seleciona não educa, porque excluiu alguns. A melhor pedagogia é aquela que leva todos os meninos a aprenderem. E todos podem aprender, só que cada um no seu ritmo, não podemos uniformizar.”
Nesses 30 anos, o educador foi engrossando seu dicionário de terminologias educacionais, todas calcadas no saber popular: surgiu a pedagogia do abraço, a pedagogia do brinquedo, a pedagogia do sabão e até oficinas de cafuné. Esta última foi provocada depois que um garoto perguntou: “Tião, como faço para conquistar uma moleca?” Foi a deixa para ele colocar questões de sexualidade na roda.
Para resolver a falência da educação, Tião inventou uma UTI educacional, em que “mães cuidadoras” fazem “biscoito escrevido” e “folia do livro” (biblioteca em forma de festa) para ajudar na alfabetização. E ainda colocou em uso termos como “empodimento”, após várias vezes ser questionado pelas comunidades: “Pode [fazer tal coisa], Tião?” Seguida da resposta certeira: \'\'Pode, pode tudo”.
Aos 66 anos, Tião diz estar convicto de que a escola do futuro não existirá e que ela será substituída por espaços de aprendizagem com todas as ferramentas possíveis e necessárias para os estudantes aprenderem.
“Educação se faz com bons educadores, e o modelo escolar arcaico aprisiona e há décadas dá sinais de falência. Não precisamos de sala, precisamos de gente. Não precisamos de prédio, precisamos de espaços de aprendizado. Não precisamos de livros, precisamos ter todos os instrumentos possíveis que levem o menino a aprender.”
Sem pressa, seguindo a Carta da Terra e citando Ariano Suassuna para dizer que “terceira idade é para fruta: verde, madura e podre”, Tião diz se sentir “privilegiado” de viver o que já viveu e acreditar na utopia de não haver mais nenhuma criança analfabeta no Brasil. “Isso não é uma política de governo, nem de terceiro setor, é uma questão ética”, pontua.
(Qsocial, 09/12/2014. 
Disponível em 
http://www.cpcd.org.br/ portfolio/e_possivel_fazer_educacao_de_qualidade_100_escola/.)

Em relação ao trecho “E ainda colocou em uso termos como ‘empodimento’, após várias vezes ser questionado pelas comunidades: ‘Pode [fazer tal coisa], Tião?’ Seguida da resposta certeira: ‘Pode, pode tudo’”, é correto afirmar:
a) A expressão “Seguida da resposta certeira” indica a elipse de uma outra expressão. 
b) A criação da palavra “empodimento” é resultado de um processo: sufixação 
c) A repetição do verbo no enunciado “Pode, pode tudo” exemplifica o estilo reiterativo do texto. 
d) O discurso direto presente no trecho tem a função de dar voz às comunidades.

RESPOSTA:
Letra A .
A passagem “Seguida da resposta certeira” pressupõe outra, que está elíptica: “A pergunta” (ou “A pergunta é”, “A pergunta vem”).

Questão de Literatura - UEA 2018 - Para responder à questão, leia o excerto do “Sermão vigésimo sétimo do Rosário”,

UEA 2018 - Para responder à questão, leia o excerto do “Sermão vigésimo sétimo do Rosário”, de Antônio Vieira (1608-1697), proferido em 1633 no Brasil.

Uma das grandes coisas que se veem hoje no mundo, e nós pelo costume de cada dia não admiramos, é a transmigração imensa de gentes e nações etíopes, que da África continuamente estão passando a esta América. [...] das naus, que dos portos do mar Atlântico estão sucessivamente entrando nestes nossos, com maior razão podemos dizer que trazem a Etiópia ao Brasil. Entra por esta barra um cardume monstruoso de baleias, salvando com tiros e fumos de água as nossas fortalezas, e cada uma pare um baleato1: entra uma nau de Angola, e desova no mesmo dia quinhentos, seiscentos e talvez mil escravos. [...] Nas outras terras do que aram os homens, e do que fiam e tecem as mulheres, se fazem os comércios: naquela o que geram os pais e o que criam a seus peitos as mães, é o que se vende e se compra. Oh trato desumano, em que a mercancia são homens! Oh mercancia diabólica, em que os interesses se tiram das almas alheias, e os riscos das próprias!
Já se depois de chegados olharmos para estes miseráveis, e para os que se chamam seus senhores: o que se viu nos dois estados de Jó, é o que aqui representa a fortuna, pondo juntas a felicidade e a miséria no mesmo teatro. Os senhores poucos, os escravos muitos; os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; os senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome; os senhores nadando em ouro e prata, os escravos carregados de ferros; os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como deuses; os senhores em pé apontando para o açoite, como estátuas da soberba e da tirania, os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão, e espetáculos da extrema miséria. Oh Deus! Quantas graças devemos à fé, que nos destes, porque ela só nos cativa o entendimento, para que à vista destas desigualdades, reconheçamos contudo Vossa justiça e providência. Estes homens não são filhos do mesmo Adão e da mesma Eva? Estas almas não foram resgatadas com o sangue do mesmo Cristo? Estes corpos não nascem e morrem, como os nossos? Não respiram com o mesmo ar? Não os cobre o mesmo céu? 
(Antônio Vieira. Essencial, 2011. Adaptado.)
1 baleato: filhote de baleia.
No sermão, Vieira denuncia 
a) os riscos das viagens marítimas. 
b) a crueldade com os negros. 
c) a desigualdade entre os portugueses. 
d) a escravização dos índios. 
e) a brevidade da vida humana.

RESPOSTA:
Letra B.

O sermão é todo construído de maneira comparativa, demonstrando claramente as desigualdades sociais entre a classe dos senhores e dos escravos, como fica explicitado nos trechos: ''escravos despidos e nus; os senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome; os senhores nadando em ouro e prata, os escravos carregados de ferros; os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como deuses...'' De modo em que a crueldade sofrida pelos negros fica escancarada. Assim, alternativa correta letra B.

Questão de Português - ESPM 2015/1 - O PATO SOCIAL

ESPM 2015/1 - O PATO SOCIAL

Amigos que atuam no mercado editorial e na imprensa de Lisboa, externando com bom humor a sua indignação, argumentavam: “Queremos igualdade de condições e direitos. Se não podemos ser ‘exactos’ em nosso idioma, então vocês não podem ter um ‘pacto’, mas, sim, um pato social”.

Avicultura sociopolítica à parte, os lusos, a despeito de seus questionamentos, e os demais governos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, com exceção de Angola, já ratificaram o acordo ortográfico. O mais importante de tudo isso é entender que as mudanças que unificaram a ortografia não alteraram a gramática e a riqueza do português, com sua multiplicidade de expressões homônimas e parônimas e infinitas possibilidades sintáticas para a composição das frases e sentenças.

Ademais, o alto grau de redundância linguística de nosso idioma permite que os textos sejam lidos rapidamente e na diagonal, sem prejuízo de se assimilar a informação mínima, e também facilita o mecanismo da previsibilidade (ou seja, mesmo quando faltam letras numa palavra, o leitor consegue ler de maneira correta). Tudo isso vai a favor do consenso nacional quanto à necessidade de estimular a leitura.

Considerando a adequada e rápida adaptação do Brasil e levando-se em conta que até os portugueses já ratificaram o acordo ortográfico, são incompreensíveis as propostas que às vezes surgem no nosso Legislativo ou na retórica de pretensos estudiosos do tema, de se produzirem novas mudanças.
(Karine Pansa, Folha de SP, adaptado, 19.08.2014)

Pode-se afirmar que segundo a autora do texto:
a) a elevada redundância linguística trabalha a favor da contextualização do vocábulo. 
b) a supressão de uma letra altera totalmente o significado de uma palavra. 
c) o leitor possui uma capacidade limitada de previsibilidade para uma palavra. 
d) a rápida adaptação do Brasil ao acordo ortográfico estimulou novas propostas pelo Legislativo. 
e) novas mudanças linguísticas deveriam ser encaminhadas às autoridades para estimular a leitura no país.

RESPOSTA:
Letra A.

De acordo com o texto, a recorrência de construções redundantes favorece uma leitura mais rápida e superficial, já que facilita o processo de interpretação das palavras no texto.

Questão de Literatura - ENEM 2011 - Quem é pobre, pouco se apega, é um giro-o-giro no vago dos gerais, que nem os pássaros de rios e lagoas

ENEM 2011 - Quem é pobre, pouco se apega, é um giro-o-giro no vago dos gerais, que nem os pássaros de rios e lagoas. O senhor vê: o Zé-Zim, o melhor meeiro meu aqui, risonho e habilidoso. Pergunto: — Zé-Zim, por que é que você não cria galinhas-d‘angola, como todo o mundo faz? — Quero criar nada não... — me deu resposta: — Eu gosto muito de mudar... [...] Belo um dia, ele tora. Ninguém discrepa. Eu, tantas, mesmo digo. Eu dou proteção. [...] Essa não faltou também à minha mãe, quando eu era menino, no sertãozinho de minha terra. [...] Gente melhor do lugar eram todos dessa família Guedes, Jidião Guedes; quando saíram de lá, nos trouxeram junto, minha mãe e eu. Ficamos existindo em território baixio da Sirga, da outra banda, ali onde o de-Janeiro vai no São Francisco, o senhor sabe.
ROSA, J. G. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: José Olympio (fragmento).

Na passagem citada, Riobaldo expõe uma situação decorrente de uma desigualdade social típica das áreas rurais brasileiras marcadas pela concentração de terras e pela relação de dependência entre agregados e fazendeiros. No texto, destaca-se essa relação porque o personagem-narrador
a) relata o seu interlocutor a história de Zé-Zim, demonstrando sua pouca disposição em ajudar seus agregados, uma vez que superou essa condição graças à sua força de trabalho. 
b) descreve o processo de transformação de um meeiro — espécie de agregado — em proprietário de terra. 
c) denuncia a falta de compromisso e a desocupação dos moradores, que pouco se envolvem no trabalho da terra. 
d) mostra como a condição material da vida do sertanejo é dificultada pela sua dupla condição de homem livre e, ao mesmo tempo, dependente. 
e) mantém o distanciamento narrativo condizente com sua posição social, de proprietário de terras.

RESPOSTA:
Letra D.

O romance “Grande Sertão: Veredas” é considerado uma das mais significativas obras da literatura brasileira. Publicada em 1956, Guimarães Rosa fundiu nesse romance elementos do experimentalismo linguístico da primeira fase do modernismo e a temática regionalista da segunda fase do movimento Nesse trecho, o autor buscou expor a realidade da desigualdade social do Nordeste decorrente da concentração de muitas terras nas mãos de poucos e a real situação de dependência financeira e psicossocial do sertanejo em relação a seu patrão. A opção D confirma o dito acima, uma vez que, apesar de ser homem livre, o meeiro Zé-Zim depende da proteção de seu patrão para que sobreviva em diversos aspectos.

Questão de Espanhol - UCPEL 2011 - LA EMIGRACIÓN AL REVÉS: VIENEN ACÁ

UCPEL 2011 -  
[1] LA EMIGRACIÓN AL REVÉS: VIENEN ACÁ
[2] La crisis está llevando a europeos jóvenes a buscar trabajo en Latinoamérica y África. Uruguay recibió a 6.800 españoles
[3] entre junio 2009 y fines del 2010.
[4] AP | BARRY HATTON
[5] ________________________________ Ahora se está produciendo una corriente histórica inversa y estas
[6] naciones ven cómo legiones de jóvenes frustrados emigran a los viejos dominios en busca de una vida mejor.
[7] La deuda y el desempleo están alterando los tradicionales patrones migratorios y haciendo que una generación
[8] de profesionales formados en el Viejo Mundo intente vivir la buena vida en continentes que alguna vez
[9] menospreciaron.
[10] Los portugueses están buscando fortuna en Angola y Mozambique, así como en Brasil, donde escasean los
[11] ingenieros en momentos en que el país se prepara para organizar la Copa Mundial de fútbol del 2014 y los
[12] Juegos Olímpicos del 2016 en Río de Janeiro. Los españoles, por su parte, se encaminan hacia sus antiguas
[13] colonias de Latinoamérica.
[14] Si bien los analistas dicen que es difícil medir la escala de esta nueva emigración porque aún no se dispone de
[15] estadísticas oficiales, hay datos reveladores. El Observatorio de la Emigración de Portugal dice que la cantidad
[16] de portugueses anotados en los consulados de Brasil subió de 678.822 en el 2009 a 705.615 el año pasado.
[17] Y el número de permisos de residencia concedidos por Mozambique a portugueses en el 2010 fue de casi
[18] 12.000, 13% más que el año previo.
[19] Los registros electorales españoles, por otro lado, indican que unos 30.000 emigraron a Argentina entre junio
[20] del 2009 y noviembre del 2010, lo que representa un 11% más que en el mismo período el año previo. Unos
[21] 6.400 fueron a Chile (un aumento del 24%) y 6.800 a Uruguay (aumento del 16%).
[22] En España, donde una de cada cinco personas no tiene trabajo, las oportunidades que ofrece Latinoamérica
[23] son un poderoso imán para quienes vieron sus carreras interrumpidas por la recesión. (…)
[24] La modesta economía portuguesa no está en condiciones de darle trabajo a la generación más educada de su
[25] historia. Unos 60.000 profesionales no tienen trabajo y muchos más tienen empleos sin futuro, con sueldos
[26] ínfimos.
[27] La emigración allí no es un fenómeno nuevo. El investigador Alvaro Santos calcula que entre 1998 y 2008
[28] emigraron unos 700 mil portugueses. Buena parte se fue a dos de los países con mayores índices de crecimiento,
[29] las ex colonias Angola y Mozambique, donde se habla portugués.
[30] La emigración de profesionales jóvenes es una de las consecuencias de la crisis que vive Europa, (…) contener
[31] esa sangría es casi tan importante como combatir el endeudamiento. Están perdiendo gente que podría ayudar
[32] a salir de la crisis o que será necesaria para la recuperación.
http://www.elpais.com.uy/suplemento/ds/la-emigracion-al-reves-vienen-aca/sds_563037_110501.html

Aponte a alternativa que contém a primeira frase do texto e que foi eliminada da linha 5. 
a) Los países de Europa se niegan a cambiar sus tradiciones migratorias. 
b) España y Portugal fueron por décadas un imán que atrajo a inmigrantes pobres de sus antiguas colonias. 
c) España y Portugal menosdesprecian sus colonias en otros continentes. 
d) África y Latinoamérica se unen en la lucha contra la recesión. 
e) El Viejo y el Nuevo Mundo tienen mayores índices de crecimiento.

RESPOSTA:
Letra B.

A partir da análise do texto, infere-se que a primeira frase do texto está contida na alternativa "b", uma vez que ao apresentar "La emigración al revés", subentende-se que os antigos colonizadores estão sendo alvo de imigrações.

Questão de Literatura - ENEM PPL 2010 - Quincas Borba mal podia encobrir a satisfação do triunfo.

ENEM PPL 2010 - Quincas Borba mal podia encobrir a satisfação do triunfo. Tinha uma asa de frango no prato, e trincava–a com filosófica serenidade. Eu fiz–lhe ainda algumas objeções, mas tão frouxas, que ele não gastou muito tempo em destruí–las.

— Para entender bem o meu sistema, concluiu ele, importa não esquecer nunca o princípio universal, repartido e resumido em cada homem. Olha: a guerra, que parece uma calamidade, é uma operação conveniente, como se disséssemos o estalar dos dedos de Humanitas; a fome ( e ele chupava filosoficamente a asa do frango), a fome é uma prova a que Humanitas submete a própria víscera. Mas eu não quero outro documento da sublimidade do meu sistema, senão este mesmo frango. Nutriu–se de milho, que foi plantado por um africano, suponhamos, importado de Angola. Nasceu esse africano, cresceu, foi vendido; um navio o trouxe, um navio construído de madeira cortada no mato por dez ou doze homens, levado por velas, que oito ou dez homens teceram, sem contar a cordoalha e outras partes do aparelho náutico. Assim, este frango, que eu almocei agora mesmo, é o resultado de uma multidão de esforços e lutas, executadas com o único fim de dar mate ao meu apetite.

ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Civilização Brasiliense, 1975.
A filosofia de Quincas Borba - A Humanitas - contém princípios que, conforme a explanação do personagem, consideram a cooperação entre as pessoas uma forma de
a) lutar pelo bem da coletividade. 
b) atender a interesses pessoais. 
c) erradicar a desigualdade social. 
d) minimizar as diferenças individuais. 
e) estabelecer vínculos sociais profundos.

RESPOSTA:
Letra B.

Questão de Literatura - FACASPER 2011 - Sobre Os da minha rua, de Ondjaki, é correto afirmar que

FACASPER 2011 - Sobre Os da minha rua, de Ondjaki, é correto afirmar que: 
a) Trata-se de uma reunião de contos cuja temática está voltada aos bairros pobres de Luanda, vistos a partir da perspectiva da deliciosa fala de seus habitantes. A simplicidade é o atrativo suficiente nesses saborosos “causos” e seu esforço de recriação da linguagem oral. 
b) Trata-se de uma reportagem autobiográfica por meio da qual o autor resolve contar suas experiências no continente africano. É um fluxo narrativo que mistura lembranças da infância, o registro do dia a dia em Angola e a descrição dos horrores da guerra de independência. 
c) Trata-se de um romance construído a partir de um monólogo interior da personagem principal, alter ego do autor, durante sua vida em Luanda. É um testemunho inesquecível sobre a colonização portuguesa em Angola, no qual as reflexões sobre a infância se entrelaçam às lembranças da guerra. 
d) Trata-se de uma reunião de pequenos ensaios que mostram um outro lado da literatura de expressão portuguesa. Não apenas as experiências de oralidade e africanização da língua, mas também uma visão cética e perspicaz que não poupa nada ou ninguém, que ri de tudo e de todos e, assim, lança um novo olhar sobre a realidade angolana. 
e) Trata-se de uma reunião de crônicas, que oscilam entre os registros escrito e oral, por meio das quais o autor reconstrói o universo de sua infância e o correr da vida em Luanda: a escola e os professores, brincadeiras e descobertas, festas em casa dos amigos – matéria esta tecida pelos fios da memória, do afeto e da identidade.

RESPOSTA:
Letra E.

Questão de Literatura - UFT 2020 - Leia o fragmento para responder a QUESTÃO. Horácio não gostava de ser contestado

UFT 2020 - Leia o fragmento para responder a QUESTÃO

Horácio não gostava de ser contestado, mas compreendeu não era bom tema de conversa. Voltou à literatura, aconselhando os outros a lerem Drummond de Andrade, na sua opinião o melhor poeta de língua portuguesa de sempre. Qual Camões, qual Pessoa, Drummond é que era, tudo estava nele, até a situação de Angola se podia inferir na sua poesia. Por isso vos digo, os portugueses passam a vida a querer-nos impingir a sua poesia, temos de a estudar na escola, e escondem-nos os brasileiros, nossos irmãos, poetas e prosadores sublimes, relatando os nossos problemas e numa linguagem bem mais próxima da que falamos nas cidades. Quem não leu Drummond é um analfabeto. Os outros iam comendo, trocando de vez em quando olhares cúmplices. Até que Malongo e Vítor terminaram a refeição. Malongo despediu-se, levantando-se, um analfabeto vos saúda. Vítor e Furtado riram, Horácio fingiu que não ouviu. Agarrou no braço de Furtado e continuou a cultivá-lo com versos de Drummond e os seus próprios, dedicados ao grande brasileiro.
Fonte: PEPETELA. A geração da utopia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira: 2000, p. 30-31 (fragmento).

No fragmento do romance do escritor angolano Pepetela, Horácio aconselha seus amigos Malongo, Vítor e Furtado a lerem o poeta Drummond de Andrade.

Analise as afirmativas a seguir.
I. A poesia de Drummond é melhor que a de Camões e de Pessoa.
II. Há uma aproximação entre a literatura de Drummond e a realidade angolana.
III. Nas escolas portuguesas se estuda a poesia de Drummond.
IV. A poesia de Drummond está sendo usada para alfabetizar nas escolas angolanas.
V. As obras dos literatos brasileiros possuem uma linguagem próxima a dos angolanos nas cidades.

Assinale a alternativa CORRETA.
a) Apenas as afirmativas II, IV e V estão corretas. 
b) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas. 
c) Apenas as afirmativas I, II e V estão corretas. 
d) Apenas as afirmativas I, III e V estão corretas.

RESPOSTA:
Letra C.

Questão de Português - ETEC 2015/2 - O trecho da letra da música “Esse jongo é meu”, de Osvaldinho da Cuíca

ETEC 2015/2 - O trecho da letra da música “Esse jongo é meu”, de Osvaldinho da Cuíca, traz referências a elementos culturais transportados por africanos ao Brasil – entre eles, o jongo – cantado em forma de versos entre duas pessoas que improvisam desafios uma à outra.

Sou cantador, sou violeiro
É na enxada que eu labuto o dia inteiro
Quando brilha a luz da lua
É que eu canto no terreiro

Esse jongo é meu
Quem mandou você entrar
Só batuca nesse jongo
Batuqueiro do lugar

Esse jongo não é seu
Meu avô trouxe de Angola
Me ensinou a desatar
Verso de gente gabola*

* vaidoso, fanfarrão
<http://tinyurl.com/jw5oqy3> Acesso em: 25.04.2015. Adaptado.

Considerando a letra da música, conclui-se corretamente que o jongo 
a) não é acompanhado por instrumentos musicais. 
b) não se difundiu para além da região de Angola. 
c) era um castigo imposto a africanos rebeldes. 
d) é de origem angolana e era cantado à noite. 
e) é uma forma de luta semelhante à capoeira.

RESPOSTA:
Letra D.

Questão de Português - ENEM PPL 2009 - Em 1697, publicou–se, em Lisboa, "A arte da língua de Angola"

ENEM PPL 2009 - Em 1697, publicou–se, em Lisboa, "A arte da língua de Angola", a mais antiga gramática de uma língua banto, escrita na Bahia, para uso dos jesuítas, com o objetivo de facilitar a doutrinação de negros angolanos. Os aportes bantos ou "bantuismos", palavras africanas que se incorporaram à língua portuguesa no Brasil, estão associados ao regime da escravidão (senzala, mucama, banguê, quilombo). A maioria dessas palavras está completamente integrada ao sistema linguístico do português brasileiro, formando derivados da língua com base na raiz banto (esmolambado, dengoso, sambista, xingamento, mangação, molequeira, caçulinha, quilombola). 
CASTRO, Yeda P. de. Das línguas africanas ao português brasileiro. Revista eletrônica do IPHAN. Dossiê Línguas do Brasil, nº 6 – jan/fev. 2007. Disponível em: . Acesso em: 09 fev.2009 (adaptado). 
Dado o fato histórico-linguístico de incorporação de “bantuismos” na língua portuguesa, conclui-se que 
a) os grupos dominantes recusam a cultura de setores menos favorecidos da sociedade. 
b) a língua é um fenômeno orgânico e histórico cuja dinâmica impossibilita seu controle. 
c) os jesuítas foram os responsáveis pela difusão da língua banto no Brasil. 
d) o idioma dos escravos tinha prestígio social, a ponto de merecer um estudo gramatical no século XVII. 
e) os vocábulos portugueses derivados das línguas banto evidenciam a ocorrência de uma ruptura entre essas línguas.

RESPOSTA:
Letra B.

Questão de Literatura - FACASPER 2017 - Sobre Mayombe, de Pepetela, é correto afirmar que

FACASPER 2017 - Sobre Mayombe, de Pepetela, é correto afirmar que: 
a) O romance trata dos velhos fantasmas coloniais que se perpetuaram com a independência de Angola e que sacudiram a frágil sustentação da utopia que mediara o empenho, fundindo ética e estética no projeto literário do continente africano. 
b) Em Mayombe o clima de diálogo predomina, mas as conversas são atravessadas pelos sinais da incomunicabilidade. A incompreensão, a rivalidade, as intrigas manifestas ou tão somente sugeridas fazem prever a irrealização dos propósitos que teriam levado à luta. c) Palco de situações expressivas da atmosfera predominante naquele momento histórico, a floresta labiríntica e traiçoeira funciona estrategicamente como uma alegoria do projeto de nação imaginado e perseguido pelos militantes. 
d) A língua em estilhaços, o ritmo desgovernado da memória, o entrecruzamento de referências culturais, o aproveitamento possível de elementos identificados com a tradição integram a estratégia do autor na escolha da floresta como espaço privilegiado do romance. 
e) Politizado, o Mayombe é lugar de conflito e contradição, podendo ser visto como uma representação de Luanda, a capital do país, onde a luta ia ganhando força e onde, em novembro de 1975, se proclama a independência do país.

RESPOSTA:
Letra E.

Questão de Literatura - UFV 2004 - Abaixo, apresentamos fragmentos retirados dos contos da obra 100 coisas, de Fernando Bonassi

UFV 2004 - Abaixo, apresentamos fragmentos retirados dos contos da obra 100 coisas, de Fernando Bonassi. Assinale a alternativa cujo fragmento NÃO contém uma intertextualidade: 
a) Romeu nasceu em Aparecida. Julieta em Lorena, mas foi pagar promessa de pólio curada e casou com ele. 
b) Antes de casar, Zeca escolheu muita mulher até escolher Silvia, que engordou. Já Hirani escolheu Dario, que bate nela. 
c) Minha terra tem campos de futebol, onde cadáveres amanhecem emborcados pra atrapalhar os jogos. 
d) João amava Maria, que se deixava amar por João sem medo de amálo. Maria fazia coisas pra João, que apreciava. 
e) Pai nosso que estais no céu bem longe daqui, santificado é o vosso nome, desconfio que por isso mesmo.

RESPOSTA:
Letra B.

Questão de Literatura - UFV 2004 - Assinale a alternativa que contém uma afirmação FALSA sobre os contos do livro 100 coisas, de Fernando Bonassi

UFV 2004 - Assinale a alternativa que contém uma afirmação FALSA sobre os contos do livro 100 coisas, de Fernando Bonassi. 
a) Inseridos no contexto da produção literária contemporânea, os contos retratam a decadência, a miséria e a pobreza da realidade urbana, expondo cenas da banalidade e violência cotidianas. 
b) A dupla interpretação sugerida no título 100 coisas remete-nos a um esvaziamento de sentido da vida humana, característica da narrativa denominada pós-moderna. 
c) A estrutura narrativa dos contos, composta de frases curtas e diretas, expõe uma linguagem objetiva, exigindo do leitor uma interferência na construção dos sentidos. 
d) As temáticas presentes nos contos trazem à tona as tensões do tecido social urbano e dão visibilidade a personagens que povoam os espaços periféricos e marginais da sociedade brasileira atual. 
e) O caráter autobiográfico dos contos pode ser percebido nas intervenções do autor, que cria mecanismos de identificação com os personagens excluídos e empreende uma autocrítica.

RESPOSTA:
Letra E.

Questão de Literatura - UFV 2004 - As afirmativas a seguir contêm informações sobre O Mistério da Casa Verde e Lucíola

UFV 2004 - As afirmativas a seguir contêm informações sobre O Mistério da Casa Verde e Lucíola, obras, respectivamente, de Moacir Scliar e José de Alencar. Assinale a afirmativa INCORRETA: 
a) A obra O Mistério da Casa Verde constrói-se numa relação intertextual com o conto “O Alienista”, cuja trama ajudou a elucidar os obscuros episódios que assustavam os habitantes da pequena Itaguaí. 
b) O mistério que envolvia “a casa verde” esclareceu-se com a descoberta de que nela vagava o fantasma do personagem machadiano Simão Bacamarte. 
c) Em O Mistério da Casa Verde Moacir Scliar retomou a temática da loucura e confirmou a importância dos conhecimentos científicos para a literatura da segunda metade do século XIX. 
d) Lucíola, a heroína do romance homônimo, abandonou a vida de luxúria por força de um amor tipicamente romântico, intenso e regenerador de caracteres. 
e) Em Lucíola, ao abordar a prostituição como uma questão social e não apenas individual, José de Alencar antecipou o Realismo denunciando as contradições do mundo burguês.

RESPOSTA:
Letra B.

Questão de Literatura - UFV 2004 - A respeito de Memórias de um Sargento de Milícias, assinale a afirmativa INCORRETA

UFV 2004 - A respeito de Memórias de um Sargento de Milícias, assinale a afirmativa INCORRETA: 
a) A narrativa opõe-se ao modelo do romance romântico, sobretudo pela figura de seu protagonista, um herói-malandro que não pertence à “classe dominante”. 
b) A obra é considerada um romance de costumes por descrever, com fidelidade, os hábitos, as cenas e os lugares pitorescos do Rio de Janeiro da época de D. João VI. 
c) Luisinha, o eterno amor de Leonardo Filho, possui dotes físicos, morais e culturais que a identificam como uma autêntica heroína romântica. 
d) Manoel Antônio de Almeida satiriza neste livro a sociedade carioca dos tempos joaninos, sem, contudo, utilizar um vocabulário baixo e de expressões censuráveis. 
e) A significativa presença de personagens populares, e pertencentes às classes intermediárias da sociedade, transforma a obra de Manoel Antônio de Almeida em precursora da estética realista.

RESPOSTA:
Letra C.

Questão de Literatura - UFV 2004 - Machado de Assis foi notabilizado pela crítica por sua capacidade de construir personagens

UFV 2004 - Machado de Assis foi notabilizado pela crítica por sua capacidade de construir personagens bastante complexas, de dimensão psicológica profunda, que desmascaram as convenções sociais hipócritas. Assinale a alternativa que indica a personagem que comprova essa afirmativa. 
a) A cartomante, de “A cartomante”. 
b) Inácio, de “Uns braços”. 
c) Fortunato, de “A causa secreta”. 
d) Garcia, de “A causa secreta”. 
e) Camilo, de “A cartomante”.

RESPOSTA:
Letra C.

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